29 de nov de 2011

Equilibrando os papéis


Talvez a segurança não esteja no chão firme, mas em acrobacias e malabarismos acertados 

Estou experimentando um novo nome para este blog. O nome antigo fez sentido por alguns anos, mas minha vida está mudando, me ensinando novas lições, me trazendo novas crenças, e tornou-se necessário rever algumas posições. 


O nome novo me parece mais adequado em vários aspectos. Primeiro, porque não assusta ninguém. Embora o conteúdo, você sabem, fosse sempre do bem, o nome às vezes causava desconforto. Segundo, porque equilibrar-se parece ser uma intenção de todo mundo. Dar alguma estabilidade à vida e evitar grandes quedas é algo que a maioria de nós quer na vida adulta. Terceiro, porque a ideia de equilíbrio transmite muito daquilo em que acredito quando escrevo. Afinal, viver de forma saudável requer olhar pra si mesmo buscando as mudanças necessárias para melhorar física, mental e espiritualmente. Essas três dimensões do nosso ser precisam estar bem cuidadas, equilibradamente, para haver bem-estar.

O equilíbrio não é uma conquista definitiva. É um objetivo, um objeto de desejo, uma aquisição escorregadia que estamos constantemente querendo resgatar. Não conheço ninguém que o tenha consigo o tempo todo. Então achei que a busca pelo equilíbrio, e não o equilíbrio em si, seria um mote mais sintonizado com tudo aquilo que busco e que pretendo oferecer por meio deste blog.

O momento dessa mudança de nome não é aleatório. Estou de fato em busca de um novo equilíbrio. Faz algum tempo que estou investigando qual é meu papel neste mundo, onde é que eu me encaixo nesse quebra-cabeças em que nasci. Começo a desconfiar que não há um único jeito de fazer parte do jogo. Não posso me prender aos rótulos que ganhei até agora para alçar os próximos voos. Jornalista. Mulher. Brasileira. Natureba. Filha, neta, sobrinha. Não posso ser só isso. Não posso ser tudo isso. Perdão, mas não posso ser 100% nada disso. Existem ainda espaços vagos naquilo que eu quero ser, e que não se preenchem por nenhum desses papéis já experimentados. Preciso de novos papéis, sem no entanto abrir mão dos que já tenho.

Estou em busca de novos nomes, novos títulos, novas definições para quem sou e passarei a ser. Talvez por algum tempo eu fique assim, meio equilibrista na corda bamba, tentando segurar várias coisas ao mesmo tempo, torcendo para não derrubar nenhuma, rezando para não me esborrachar lá embaixo, pedindo para o público não vaiar. Quem sabe até seja uma aventura divertida e engraçada, por mais esforço que eu precise fazer, afinal o circo é sempre riso e risco no mesmo picadeiro.

Enquanto isso, escolho para mim esse título indeciso de equilibrista, que me serve bem até que um desafio maior se apresente. Domadora de leões? Malabarista com tochas de fogo? Qualquer que venha a ser meu futuro papel nesse circo, que eu saiba aproveitar os desequilíbrios no meio do caminho para me tornar mais forte e hábil e seguir dando passos à frente. O respeitável público está convidado a participar. Bem-vindos a mais esta etapa.

2 comentários:

Mariana Cabral disse...

Boa sorte no novo momento de sua vida, Francine!
Espero que fiquei feliz com essas novas acomodações de "identidades".
Beijo,
Mariana

Francine Lima disse...

Poxa, obrigada, Mariana! Acredito que em breve as novas acomodações gerarão frutos por aqui. Beijo grande!
Francine