Que tipo de jornalismo pode de fato ajudar o público a ter mais saúde?
Eu
tenho uma birra antiga com o jornalismo em revistas. Mais especificamente com o
tipo de revista que traz promessas na capa. Promessas do tipo “7 dicas
infalíveis para entrar em forma” ou “Perca peso comendo chocolate”. Sempre
achei que o modo imperativo da conjugação verbal não era adequado para capas de
revista. Afinal, tudo que diz “faça”, “perca”, “coma”, siga” está, no meu ver,
sugerindo que o interlocutor (no caso, os leitores da revista) aceite
passivamente o que está escrito como verdade e obedeça sem questionar. Não
gosto disso, não concordo e evito sempre que posso. E é por isso que não estou
trabalhando em nenhuma revista com esse perfil. Mas infelizmente é esse tipo de
chamada de capa que mais ajuda a vender revistas.