Profissionais das áreas de humanas são mais importantes nesse desafio do que se costuma pensar
Era domingo à noite, e o Rio Cenarium estava lotado, para variar. A enorme e famosa casa de samba do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, estava sendo ocupada por dezenas de pessoas de tudo que é cor, etnia e idioma. Pesquisadores engajados, acadêmicos ilustres e estudantes, principalmente de nutrição, mas também da antropologia, sociologia, medicina e até jornalismo (eu estava lá, oras!), partiram da penúltima plenária do
World Nutrition Rio 2012 direto para a confraternização, regada a muita caipirinha, bolinhos de bacalhau e mandioca frita com carne seca.
Aquela gente que falava inglês, francês, espanhol, português e outras línguas estava toda lá, misturada, curtindo o mesmo som no mesmo ambiente. E cheia de vontade de se conhecer, trocar ideias, conhecimentos, ideais e cartões.
Numa das minhas várias passeadas espremidas pelos três andares da casa, um chileno que eu havia conhecido num grupo de trabalho me parou. Era Claudio Schuftan, do
People's Health Movement, uma rede internacional de ativistas que atuam em prol da saúde pública. Ele queria saber mais sobre essa minha intenção de fazer jornalismo investigativo na área da saúde, o que lhe parecia muito bem-vindo, pois faltava mesmo algo desse tipo no setor.