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26 de abr. de 2012
21 de set. de 2011
A mesma comida, 6 interesses distintos
De
acordo com pesquisas de mercado, os consumidores de alimentos saudáveis não estão
todos em busca do mesmo benefício
Agora entendi por que meu namorado não se
tornou tão natureba quanto eu, mesmo depois de ter se convertido ao consumo
mais frequente de saladas, arroz integral e granola, sob minha influência. É
que, de acordo com os seis perfis de consumidores indentificados nas pesquisas
da Health Focus International, eu sou uma discípula, e ele é um investidor.
23 de jun. de 2011
Concorrentes de mentirinha
Que marca escolher quando as opções
pertencem à mesma empresa?
Não tenho o costume de comprar manteiga,
mas no último domingo resolvi trazer uma para casa, inspirada pelos ótimos
risotos multigrãos com legumes que meu namorado inventa. Não tenho uma marca
preferida de manteiga, até porque manteiga costuma ser mais ou menos tudo
igual, já que é feita meramente de creme de leite pasteurizado com sal. Pra
escolher requeijão, sim, tenho critérios mais precisos, pois os requeijões
parecem ser feitos cada vez mais de ingredientes novos.
(No caso do requeijão, vejo principalmente
o número de ingredientes e o tempo de prateleira. O número de ingredientes me
indica a quantidade de porcarias adicionadas ao que interessa no produto. O
ideal é que esse número seja o mais próximo possível de 4, pois creme de leite,
fermento lácteo, coalho e sal deveriam ser suficientes para fazer um requeijão
decente. O resto é encheção de linguiça pra baratear o custo de fabricação. Já
o tempo de prateleira me indica se há ou não excesso de conservantes. Quanto
maior a distância entre a data de fabricação e a data de validade, subentendo
que será maior a quantidade de conservantes no requeijão. Esses critérios,
aliás, me fizeram deixar de ser fiel a uma marca de que eu gostava muito na
infância.)
Então, diante das várias opções de
manteigas aparentemente iguais no supermercado, parei diante de duas com preço
parecido e que estavam lado a lado: Batavo e Elegê. A diferença de preço era de
cinco centavos. Olhei os ingredientes: exatamente os mesmos nas duas marcas. E
aí reparei num outro dado comum nas duas: o endereço da fábrica. Então as duas
manteigas tinham origem na mesma fazenda? Sim. E não só isso. As duas marcas
pertencem à mesma empresa e, ao contrário do que me pareceu no primeiro
momento, não são concorrentes.
8 de jun. de 2011
Troco minha pirâmide por um prato feito... em casa
E então, depois de duas décadas de
tentativas, o governo americano desistiu de usar o símbolo da pirâmide
alimentar para orientar a dieta da população. E o substituiu por uma figura
mais simples, mais fácil de entender, acreditando que, agora sim, os obesos
americanos vão conseguir encher um prato de comida sem errar. O recado parece
ser mais ou menos o seguinte: ‘tá bom, a gente admite que não estava orientando
vocês coisa nenhuma, e que passamos os últimos vinte anos tentando conciliar os
interesses da agroindústria com nossa obrigação de zelar pela saúde pública.
Não deu certo. Desculpem. Agora tentem se virar sozinhos com esse desenho
novo’.
12 de mai. de 2011
Liberdade de escolha?
Não se iluda. Quem decide o que você vai comprar é o mercado
Esta semana, quatro pavilhões da Expo Center Norte estão ocupados pela feira da Apas (Associação Paulista de Supermercados). A feira é gigante, e está lotada de homens de terno e gravata querendo fazer negócios. Todas as grandes marcas de produtos vendidos em supermercados estão lá, expondo novidades. Há também empresas que fornecem sistemas e outras soluções para o varejo. Até bancos participam da feira. Acho que nunca vi tanto poder reunido num lugar só. Paralelamente à feira, há palestras com brasileiros e estrangeiros, entre eles o Ronaldo Fenômeno. Tudo na intenção de tornar o varejo ainda mais bem-sucedido.
Segundo uma palestrante que falou na terça, os supermercados estão ficando tão poderosos quanto as marcas dos produtos que eles vendem. Na análise da americana Natalie Berg, diretora de pesquisa da Natalie Berg Global, quando as lojas eram pequenas e locais, funcionavam como caixas onde os produtos das grandes marcas eram expostos ao consumidor final. Ou seja, não tinham muita importância na escolha dos consumidores. Hoje, num mercado dominado por grandes redes varejistas (Wal Mart, Carrefour, Pão de Açúcar), o varejo pode até decidir não vender mais uma determinada marca, se achar que ela não está de acordo com os seus valores.
Esta semana, quatro pavilhões da Expo Center Norte estão ocupados pela feira da Apas (Associação Paulista de Supermercados). A feira é gigante, e está lotada de homens de terno e gravata querendo fazer negócios. Todas as grandes marcas de produtos vendidos em supermercados estão lá, expondo novidades. Há também empresas que fornecem sistemas e outras soluções para o varejo. Até bancos participam da feira. Acho que nunca vi tanto poder reunido num lugar só. Paralelamente à feira, há palestras com brasileiros e estrangeiros, entre eles o Ronaldo Fenômeno. Tudo na intenção de tornar o varejo ainda mais bem-sucedido.
Segundo uma palestrante que falou na terça, os supermercados estão ficando tão poderosos quanto as marcas dos produtos que eles vendem. Na análise da americana Natalie Berg, diretora de pesquisa da Natalie Berg Global, quando as lojas eram pequenas e locais, funcionavam como caixas onde os produtos das grandes marcas eram expostos ao consumidor final. Ou seja, não tinham muita importância na escolha dos consumidores. Hoje, num mercado dominado por grandes redes varejistas (Wal Mart, Carrefour, Pão de Açúcar), o varejo pode até decidir não vender mais uma determinada marca, se achar que ela não está de acordo com os seus valores.
14 de abr. de 2011
Digite o nome do produto e descubra se ele presta
Como o GoodGuide, um serviço gratuito de comparação de produtos,
pretende forçar os fabricantes a ser mais transparentes com os
consumidores
Esta semana conversei com o pessoal do GoodGuide, um site americano que avalia e compara, gratuitamente, três aspectos da qualidade dos produtos que normalmente o consumidor não consegue avaliar sozinho. Eles avaliam os mais diversos tipos de produtos, de biscoitos a desinfetantes, passando por papinhas de bebê. A partir das informações na embalagem e de algumas pesquisas feitas por terceiros, eles pontuam em que medida cada produto afeta nossa saúde, o meio ambiente e o bem-estar social.
Para saber o que o sistema “pensa” de um produto, basta digitar o nome desse produto no campo de busca do site, ou mesmo no Google. Ou então procurá-lo dentro de sua categoria num dos menus da página inicial. Se o produto estiver cadastrado no GoodGuide, a foto dele aparecerá ao lado de três notas, que correspondem a quão bom ou quão ruim ele é nesses três aspectos que mencionei acima. No caso dos alimentos, ele dá as notas mais altas aos itens mais saudáveis e discrimina os alimentos inegavelmente piores para a saúde. O sistema também faz comparações ótimas dentro de cada categoria de produto e fornece listas do tipo “as piores opções para o café da manhã”, que é para não ter dúvida, por exemplo, de que tipo de pedido do seu filho você deveria recusar prontamente.
Esta semana conversei com o pessoal do GoodGuide, um site americano que avalia e compara, gratuitamente, três aspectos da qualidade dos produtos que normalmente o consumidor não consegue avaliar sozinho. Eles avaliam os mais diversos tipos de produtos, de biscoitos a desinfetantes, passando por papinhas de bebê. A partir das informações na embalagem e de algumas pesquisas feitas por terceiros, eles pontuam em que medida cada produto afeta nossa saúde, o meio ambiente e o bem-estar social.
Para saber o que o sistema “pensa” de um produto, basta digitar o nome desse produto no campo de busca do site, ou mesmo no Google. Ou então procurá-lo dentro de sua categoria num dos menus da página inicial. Se o produto estiver cadastrado no GoodGuide, a foto dele aparecerá ao lado de três notas, que correspondem a quão bom ou quão ruim ele é nesses três aspectos que mencionei acima. No caso dos alimentos, ele dá as notas mais altas aos itens mais saudáveis e discrimina os alimentos inegavelmente piores para a saúde. O sistema também faz comparações ótimas dentro de cada categoria de produto e fornece listas do tipo “as piores opções para o café da manhã”, que é para não ter dúvida, por exemplo, de que tipo de pedido do seu filho você deveria recusar prontamente.
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