Obrigar-se a
seguir determinadas ordens e abrir mão de certos prazeres não é sacrifício
coisa nenhuma – desde que seja em nome de recompensas de maior valor
Quero
voltar ao tema das revistas que prometem receitas para “emagrecer sem sacrifício”
ou coisa do gênero. Por que reforçar a ideia de que cuidar de si mesmo é
sacrifício? Afinal, fazer exercício e comer direito é se cuidar, não é? É
assumir para si a responsabilidade de promover o pleno funcionamento do corpo
em vez de delegar a quem quer que seja (à indústria de alimentos, às clínicas
de estética, aos médicos, aos shakes milagrosos e às próprias revistas) a
incumbência de determinar o que cada um deve ou não fazer com as próprias células.
Zelar pelo próprio bem-estar não deveria ser encarado como sacrifício. Como
obrigação, sim. Mas obrigação e sacrifício não são sinônimos.